sábado, 25 de maio de 2013

Anjo da guarda, doce companhia...

Anjos da guarda são os anjos que segundo as crenças cristãs, Deus envia no nosso nascimento para nos proteger durante toda a nossa vida. Argumenta-se que a Bíblia sustenta em algumas ocasiões a crença do anjo da guarda: "Vou enviar um anjo adiante de ti para te proteger no caminho e para te conduzir ao lugar que te preparei". (Êxodo 23, 20).


Celebração católica do anjo da guarda


A celebração dedicada aos anjos da guarda surgiu na Espanha, no século V e espalhou-se por toda a Europa. A data foi fixada pela primeira vez em 29 de setembro, juntamente com a festa do Arcanjo Miguel.
O Inicio da celebração da festa distinta para os "Santos Anjos da Guarda", dedicada no dia 2 de Outubro tal como hoje, particular de cada pessoa, surge em 1670, com papa Clemente X,universalizada pelo Papa Paulo V, depois que o Papa Leão X aprovou o novo Ofício composto pelo franciscano João Colombi.


Oração do anjo da guarda

 Na Inglaterra desde o ano 800 acontecia uma festa dedicada aos Anjos da Guarda e a partir do ano 1111 surgiu uma oração (apresentada a seguir). Da Inglaterra esta festa se estendeu de maneira universal depois do ano 1608 por iniciativa do Sumo Pontífice da época. O Dia do Anjo da Guarda é comemorado no dia 2 de outubro.

Anjo do Senhor

Anjo do Senhor - que por ordem da piedosa providência Divina, sois meu guardião - guardai-me neste dia (tarde ou noite) iluminai meu entendimento; dirigi meus afetos; governai meus sentimentos para que eu jamais ofenda ao Deus e Senhor.
Amém.


Essa é a oração tradicional católica Santo Anjo:

Santo Anjo do Senhor,

meu zeloso guardador,
pois que a ti me confiou a Piedade divina,
hoje e sempre
me governa, rege, guarda e ilumina.
Amém.

Em Latim...

Angele Dei,

qui custos es mei,
me, tibi commissum pietate superna,
illumina, custodi,
rege et guberna.
Amen.

Visão Espírita

 Segundo a visão espírita, os chamados "anjos da guarda" pelo Catolicismo correspondem aos espíritos guias que cada um de nós possui. O Espírito protetor, anjo da guarda, ou bom gênio é o que tem por missão acompanhar o homem na vida e ajudá-lo a progredir. É sempre de natureza superior, com relação ao protegido.

Limbo

 O Limbo (do latim, "limbus": orla, debrum, margem, franja) na Igreja Católica Apostólica Romana, é "um lugar fora dos limites do Céu, onde se vive a plena felicidade natural, mas privado da visão beatífica de Deus" e, por isso, da felicidade suprema e eterna. O limbo jamais fez oficialmente parte da doutrina religiosa da igreja, atualmente, esse conceito foi enterrado. Mais precisamente, o Limbo seria um lugar para onde iriam as almas inocentes que, sem terem cometido pecados mortais, estariam para sempre privadas da presença de Deus, pois seu pecado original não teria sido submetido à remissão através do batismo. Iriam para o limbo, por exemplo, as crianças não-batizadas e as almas justas que teriam vivido antes da existência terrena de Jesus Cristo.
  "O Limbo não deve ser confundido com o estado de purificação do Purgatório que seguiria o juízo particular e antecederia o ingresso das almas na beatitude celeste. No Limbo, não haveria penas nem purificação a serem realizadas"


Limbo dos Patriarcas

 O Limbo dos Patriarcas (ou, em latim, "limbus patrum"), que é dogma da Igreja Católica, é um lugar provisório para onde iam os justos do Antigo Testamento "que creram no Messias, tendo feito a contrição de seus pecados, mas ainda possuindo a marca do pecado original", porque a "missão salvífica" de Jesus ainda não foi realizada na Terra. Neste limbo, chamado também de Sheol (ou Hades ou o Seio de Abraão), os justos que o habitam "aguardavam [...] o momento de serem levados à presença de Deus, pela redenção completa operada pelo Cristo" através da sua morte na cruz.
 Depois da sua morte redentora, Jesus Cristo, o Messias, desceu à mansão dos mortos, ou seja, ao Limbo dos Patriarcas para conceder às almas que o habitam, mortas antes de Jesus morrer na cruz, "os benefícios do seu sacrifício expiatório; estas almas foram, então, alcançadas pelo sangue do Cordeiro (Romanos 3.25)", podendo assim serem salvas. De seguida, Jesus transportou todas estas almas santas para o Céu, desfazendo assim o Limbo dos Patriarcas.


Limbo infantil

 "O Limbo infantil (ou, em latim, "limbus puerorum"), ao contrário do Limbo dos patriarcas, não constitui dogma, nem uma verdade de fé", tratando-se de uma mera hipótese teológica. "A doutrina tradicional do Limbo infantil ensina que as crianças que morrem sem o batismo, vivem eternamente neste lugar ou estado, sem penas pessoais, mas privadas da visão beatífica de Deus".
   Porém, recentemente, a Igreja Católica "tem adotado uma linha doutrinária distinta em face da tradicional crença na existência de um limbo infantil", porque ela acredita que "Deus tem meios invisíveis, não comunicados aos homens, para salvar todas as crianças, mesmo as que morrem sem o batismo" (veja mais informações na subsecção História e Actualidade).

 

História e Atualidade

 Santo Agostinho de Hipona teorizou que devido ao pecado original, os recém-nascidos, que morrem sem ser batizados serão envolvidos na mais branda condenação de todas, no entanto, não poderiam ser realmente elevados ao paraíso por ainda carregarem o pecado primário de Adão, conforme o apóstolo Paulo de Tarso diz: "porque o juízo veio, na verdade, de uma só ofensa para condenação" (Romanos 5:16), e novamente um pouco depois: "Pois assim (...) por uma só ofensa veio o juízo sobre todos os homens para condenação" (Romanos 5:18).
 Um Concílio de bispos da África do Norte, que incluiu Agostinho de Hipona, reunido em Cartago em 418 não professou explicitamente a favor da visão de Agostinho sobre o destino das crianças que morrem sem batismo, mas os Padres latinos dos séculos V e VI adotaram sua posição, o que se tornou um ponto de referência para os teólogos latinos na Idade Média.
 Em 2005, o Papa Bento XVI convocou cerca de trinta teólogos para que fosse feita uma espécie de "reengenharia celestial" e revisar o conceito do Limbo na teologia católica. Finalmente, em Abril de 2007, a Comissão Teológica Internacional, que reporta à Congregação para a Doutrina da Fé, emitiu um documento afirmando que o limbo infantil não passaria de uma hipótese e que nunca foi um dogma, e que "Deus, no seu grande amor e misericórdia, assegurará que as crianças não batizadas desfrutem da vida eterna com Ele no céu".
 O papa Bento XVI confirmou o documento e assegurou que as almas que não tiverem cometido pecados graves vão para o céu, mesmo que não tenham sido batizadas.


No Protestantismo

 Nas denominações religiosas conhecidas como protestantes ou evangélicas, este conceito não existe, pois para umas as crianças são consideradas puras e vão diretamente para o Céu em caso de morte (como a Igreja Católica pensa atualmente), para outras, que acreditam na predestinação absoluta, as crianças escolhidas por Deus para a salvação vão para o céu e as preparadas para a destruição vão para o inferno. Em muitas denominações evangélicas, o batismo é permitido somente para pessoas que já têm condições de abdicar, conscientemente, de viver em pecado, e aceitam que seus pecados foram pagos por Jesus Cristo.

domingo, 5 de maio de 2013

Padre que apoia gays anuncia afastamento e critica a Igreja

O padre Beto celebra sua última missa na paróquia de São Benedito, em Bauru Foto: Talita Zaparolli / Especial para Terra

 
     Centenas de fiéis lotaram na paróquia de São Benedito na noite de domingo, em Bauru (SP), a 330 quilômetros de são Paulo, para assistir à missa de despedida de Roberto Francisco Daniel, o padre Beto, que anunciou o afastamento de suas funções na Igreja Católica depois de ser repreendido pela Diocese local por declarações publicadas na internet. Em redes sociais, ele contestou os princípios morais conservadores da Igreja e opinou sobre assuntos considerados polêmicos entre os fiéis, como bissexualidade, homossexualidade e infidelidade.

Assim que entrou na igreja para sua última missa, antes mesmo de vestir a batina, padre Beto foi ovacionado por fiéis que aguardavam. Muitos se espremiam até nos corredores. Ao menos 1 mil pessoas participaram da celebração.

"Fico pensando o que será dos nossos domingos. O bispo poderia ter relevado. Nenhum outro padre traz tanta gente para a missa quanto ele", disse a corretora de seguros Valéria Faria. "Agora fica um vazio", disse a aposentada Célia Braga, que trabalha voluntariamente na paróquia.
 Durante a celebração, padre Beto falou sobre o amor, preconceito, coerência e religião. "O mandamento do amor não é um mandamento, é algo vivo. Não se força, acontece. Cristo amou o ser humano como ser humano em si. Sem olhar rosto, sem olhar raça, sem olhar religião, sem olhar sexualidade. Cristo amou o ser humano, mas não se prendeu a preconceitos. É justamente assim que devemos amar. Temos que romper os preconceitos da nossa cabeça. (...) A religião é um movimento que sai de dentro para fora, e não é algo imposto", disse o padre durante a homilia.
 Logo após a comunhão, ele comentou com os fiéis sobre a repercussão que o caso ganhou na mídia e reafirmou que não irá retirar nada do que disse e nenhum dos conteúdos publicados na internet. Ele admitiu que, quando foi advertido pelo bispo Dom Frei Caetano Ferrari, o líder religioso deixou claro que, se não houvesse a retratação, ele seria suspenso de suas funções, punição prevista no Direito Canônico. "Eu prefiro sair de cabeça erguida do que punido", afirmou.

Ao término da celebração, o padre Beto foi aplaudido de pé pelos fiéis até a saída da paróquia. Muitos choravam e se lamentavam pelo desligamento dele. Inúmeras pessoas cercaram o padre e o cumprimentaram na porta da igreja. A celebração durou quase duas horas.

O sacerdote irá entregar nesta segunda-feira o comunicado de desligamento do exercício dos ministérios sacerdotais ao bispo local. Dom Frei Caetano Ferrari disse, por meio de sua assessoria, que só irá se manifestar depois que for comunicado oficialmente sobre a decisão do padre. Ele disse que já tomou conhecimento da decisão pela imprensa. 

Fonte: http://noticias.terra.com.br

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    Eu lamento muito o afastamento do padre Beto da Igreja. Mas não podíamos esperar outra coisa da Igreja. A intolerância sexual ainda é muito grande. Eu concordo plenamente com as palavras do padre "O mandamento do amor não é um mandamento, é algo vivo. Não se força, acontece. Cristo amou o ser humano como ser humano em si. Sem olhar rosto, sem olhar raça, sem olhar religião, sem olhar sexualidade. Cristo amou o ser humano, mas não se prendeu a preconceitos. É justamente assim que devemos amar. Temos que romper os preconceitos da nossa cabeça. (...) A religião é um movimento que sai de dentro para fora, e não é algo imposto". Acredito que Deus ama a todos exatamente do jeito que somos. E que as pessoas tem de cuidar de suas vidas, não da vida dos outros porque enquanto elas cuidam da vida dos outros, o diabo toma conta da vida delas. Somos livres para agirmos como bem entendermos. E francamente, temos problemas mais sérios a tratar do que se preocupar com a opção sexual alheia. Deus disse "Ame a seu próximo como a si mesmo". Amar é pecado? Se amar é pecado, eu prefiro queimar no inferno. Pecado é a hipocrisia. Não adiantaria nada, por exemplo, eu me casar com um homem e enquanto estivesse fazendo amor com ele, desejásse estar com uma mulher. Eu seria hipócrita e infeliz. Prefiro ser verdadeira e feliz. Se no tão famoso fim do mundo eu tiver de arder no inferno, que seja... Não vejo motivo melhor para eu ser condenada. Se vão me atirar pedras ou me queimar em uma fogueira por causa da minha opção sexual, que seja. Mas eu me pergunto: Que religião é essa que prega ódio e desigualdade ao invés de amor e compreensão? Quando as pessoas abrirem os olhos e perceberem o quanto estão erradas pode ser tarde demais... Já pensaram se Deus for negro e amar os gays? Quantos ignorantes serão atirados no fogo eterno... Deus é bom e ama e aceita todos os seus filhos, como qualquer pai ou mãe aceita ou deveria aceitar seus filhos, independente de suas escolhas, erros e acertos. "Não julgues para não ser julgado" - Deus disse. Mas as pessoas julgam sem pensar, sem se colocar no lugar do outro, sem demonstrar o menor respeito. Sinto vergonha dessas pobres almas tão cheias de ódio e intolerância. Que Deus as perdoe!

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