sábado, 28 de junho de 2014

Nunca subestime um anjo

  Você acredita em anjos? Eu sim. E embora tenha me afastado deles, vez ou outra eu sinto a presença de meu guardião. É uma energia pura de paz e alegria, conforto e harmonia. Posso ouvir os conselhos dele em minha mente. Eu não sei porque, mas isso ainda me surpreende. Não deveria porque sua voz não é a única em minha cabeça. Talvez, isso se deva ao fato de ele ser muito calado. Quando está ao meu lado, ele me observa em silêncio. Ouve calado minhas queixas e no momento certa, com poucas palavras sempre diz algo que me deixa calada. Pensativa. Certa noite, eu estava revoltado por causa dos meus pesadelos recorrentes. Eu só queria dormir em paz, sem ter aqueles pesadelos angustiantes. Eu comecei a chorar e foi quando senti a presença dele, de meu guardião. Eu disse a ele que não precisava dele, que ele deveria ter vindo antes, quando eu realmente precisei dele. Perguntei a ele onde ele e Deus estavam quando tantas coisas ruins aconteceram a mim. Eu estava mesmo muito brava e insultei meu anjo de todas as formas possíveis. Por fim, disse que eu o odiava. Ele simplesmente me respondeu:
- Eu te amo!
   Embora fosse estranho ouvir tais palavras de um anjo, eu sabia que seu amor seria o mais puro e inocente de todos, que não seria algo profano como em Fallen. Isso me emocionou. Não disse mais nada. Fechei os olhos e após alguns minutos adormeci. Sonhei que estava no jardim com Heather e Freddie. Quando olhei para o céu e vi uma coisa surpreendente. Haviam desenhos feitos de nuvens. Eram coloridos e vívidos. Pareciam pinturas a óleo. Havia um anjo muito grande - tão grande que parecia um gigante -. Ele era semelhante ao arcanjo Uriel. Inclusive, se vestia com uma roupa vermelha e suas asas tinham penas nas cores vermelho e branco. Ao lado do anjo havia outros anjos e anjas, muito belos. Parecia que eu estava vendo toda a hierarquia de anjos. Aquele anjo se apresentou a mim - como uma voz interna ou por telepatia - como o meu guardião e disse que os anjos que estavam ao seu redor eram os anjos celestiais que habitavam o céu. Ao lado dos anjos, mas com certa distância havia as figuras de lindas moças, com aparência angelical e sorriso maliciosos.
- Essas são os espíritos em que você acredita. - Disse o anjo se referindo às moças. Eu as identifiquei com as ninfas.
   Olhei para Heather e Freddie e perguntei a eles se eles também estavam vendo aquilo no céu. Os dois estavam muito nervosos e disfarçavam. Me ignorando e falando sobre um roseiral que estava diante deles. Eu sabia que o que os deixava nervosos era a presença do anjo. Voltei a olhar para o céu e aquelas figuras continuavam lá me encarando. Especialmente, meu suposto guardião. Não tenho certeza se este era meu anjo da guarda, mas talvez seja. Nunca se sabe.©

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Os anjos não são perfeitos

   Quando eu era criança gostava de imaginar que era protegida por uma força invisível, o meu anjo da guarda. Naquela época, eu confiava cegamente nos anjos. Tamanha era a minha fé cega neles que se um deles me mandasse atravessar de um arranha-céu a outro por uma corda bamba, eu o faria. Mesmo a maioria das igrejas evangélicas em que eu frequentava na época ignorando a presença dos anjos e falando deles muito vagamente, minha admiração, respeito e amor por eles crescia a cada dia. Sei que o que vou falar agora vai ser considerado como algo profano por muitos, mas eu sempre amei mais os anjos do que ao próprio Deus. Sempre tive consciência de que isso não era certo e que um humano nunca poderia amar mais aos anjos que a Deus, mas nunca consegui evitar esse sentimento. Sempre foi mais forte que eu!
    Foi esse amor e essa fé cega pelos anjos celestiais que me levaram a querer saber mais sobre eles. Então, eu comprei livros sobre eles e assisti vários filmes. Dentre os livros sobre anjos que eu li, está Fallen de Lauren Kate. No começo, eu gostei muito dos livros dela, mas depois desisti de lê-los porque não podia aceitar a ideia de um romance entre um anjo e uma humana. Isso é profano, pecaminoso, impuro e muito, muito errado! Além do mais denegria a imagem pura e casta dos anjos que eu tanto idolatrava.
      Eu sempre fui muito perfeccionista e costumava idealizar muito as pessoas. Quando descobria que elas não eram perfeitas, eu me desapontava com elas. Foi o que aconteceu com os anjos. Uma vez, eu fui viajar para a casa da minha avó. Ela sempre me trazia folhetos e livretos da igreja e me entregava eles, na esperança de que eu voltasse a igreja. Eu achava aquilo um saco. Mas, como não queria brigar com a minha avó, eu simplesmente pegava aqueles benditos folhetos e fingia que os lia. Depois, os amassava e os jogava no lixo. Mas um dia, ele me trouxe um livreto que era como um resumo da bíblia. Eu o folheei fingindo interesse quando um texto em particular chamou a minha atenção. Ele falava sobre a Arca de Noé. Até aí, nada demais. Mas meus olhos ligeiros viram a palavra "anjo". Qualquer informação sobre os anjos era muito importante para mim. Eu li o texto todo e fiquei chocada com aquilo. Descobri que os anjos não eram tão perfeitos quanto eu imaginara a minha vida toda. Que muitos deles haviam se amaldiçoado por um rabo de saia. Meu mundo girou e eu percebi que minha toda eu fora enganada. Que amara criaturas imperfeitas e que a qualquer momento poderiam surtar e me fazer mal. Eu fiquei deprimida por muito tempo e com raiva e medo dos anjos. Eu evitava pronunciar essa palavra e me sentia muito mal quando olhava para esculturas ou imagens celestiais. Eu me afastei de vez dos santos anjos. Algumas vezes, orei aos arcanjos, mas apenas em momentos de grandes aflições. Eu me afastei dos anjos e de Deus. Me sentia mais segura longe deles, até dois dias atrás, quando eu estava assistindo a um episódio da série Sobrenatural e vi o serafim Castiel. Pode parecer estúpido, mas ver um anjo - mesmo que fictício - depois de tanto tempo me fez repensar as coisas. Eu me senti muito mal por ter fugido dos anjos, por tê-los julgado... Por ter julgado Deus! Então, eu decidi dar uma chance aos anjos. Não me sinto totalmente segura para contatá-los e estou muito envergonhada por ter me afastado deles da forma como me afastei. Por isso, eu decidi que vou contatar os anjos novamente. Não sei se eles ainda vão querer saber de mim, mas vou tentar me reaproximar deles mesmos assim.©

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